
Traga-me a vida nessa sandes!
Um rebuçado, qualquer coisa com mentol.
Não se pode mais com esta seca!
Qualquer coisa está vazia.
Um café com um chocolate.
Não se pode ter emoções, cada
coisa é uma coisa e a poesia uma
tábua rasa dos dias.
Pronto! Mas já lhe disse,
quero um suminho se faz favor!
Você não vê a TV?
Não sabe do que o país está a precisar?
Pronto é tudo e não é nada, uma escrita
seca e dura como a terra no estio
Imprevisto.
Esta terra não dá mais nada, antes beba
Sonasol, o que se fará à poesia?
Para o tribunal, para a seca!
Oh! Vizinha um copo de água. E a metafísica.
A poesia tem que chegar do espírito ao digital
Oh! D. Alzira também pode ser um suminho.
Um regaço complexo para o belo e o bom.
Não desdiga, ninguém falou na palavra sexo!
Todos o querem e ninguém sabe o que é?
Poderia fazer muito mais do que encontrar
Poesia nas gavetas, poderia fazer rir a miúda de saia curta.
Que seca de país em seca de poetas secados
Acabou-se a poesia!
A poesia. E a tv não ruirá a seca?
Poderemos fazer muito mais com consideráveis meios, poderemos inclusive fazer poesia com as meias pretas das crianças.
Mas será uma sorte a poesia operar um dia completo de água e palavras. Hei! Não se esqueça, eu pedi primeiro, o tal…
Um suminho se faz favor!
José Gil e Constantino Alves CCColombo 18/3/05
Muito prazer em conhecer o seu blog. Achei-o de muito bom gosto, principalmente pela seleção de tão bons textos. Parabéns.
Afixado por: Graças em março 20, 2005 08:47 PM