março 22, 2005

para o infinito. 12:18 horas 22/3/5 – Constantino

( o poema "Infinito" é um poema colectivo em permanente construção na lista poética Encontros de Escrita)


Vejo daqui o mar, os peixes a planar sobre a água,
desejam mais que o sal, procuram o infinito,
como um desejo impossível, como um sonho de homens,
que procuram o céu num poema plano, sem objectos,
nas palavras compridas de cor, como na terra
as árvores planam no vento descobrindo o sentido
dos verbos sugando o sódio das pedras.

Para além do sal estão as pedras, depois das nuvens,
depois de Deus, construindo o sólido da verdade,
numa coisa poética impossível que se verte no meu olhar.
Com a luz defronte, a minha sombra para trás.

Publicado por constalves em março 22, 2005 12:31 PM
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