abril 23, 2005

Dedicatória de um livro que ainda não existe


Mostraste-me a nudez do teu beijo. Esse silêncio não esqueço.
Posso agora construir o ramo de flores que nunca te dei.
É desse aço que farei a turba de poemas de um livro.
Mas nunca conseguirei repetir-te no gesto.
Sei que nos teus olhos claros pousam as minhas estrelas
Sejam esses futuros verbos as tuas rosas.


Constantino Alves

Publicado por constalves em abril 23, 2005 09:57 PM
Comentários

MUITA LETRA, outra forma de falar de literatura: http://www.icicom.up.pt/blog/muitaletra/

Afixado por: Andreia em abril 24, 2005 12:57 AM