maio 21, 2005

a dor que não dói

Há uma concordância entre a ideia
e o verbo, um patamar de silêncio,
que verte um poema como água,
na sede do poeta.

É aí que surgem as árvores esplêndidas
de substância, de conceitos, os rios
infinitos de romance, as luas prenhes
de magia.

Essa concordância é um eu tresloucado
de emoção, da sublimação mais depurada,

é do que se faz um deus/palavra mais omnipotente
que o espírito.


É desse vulcão de silêncio que se fará sempre o mundo,
como uma dor que não dói.

Publicado por constalves em maio 21, 2005 12:08 PM
Comentários

Achei teu blog sem querer, moro no Brasil, mas como pude ver por aqui, e ai, a poesia é uma língua universal, apesar das diferenças. um abraço.

Afixado por: Renato em maio 22, 2005 05:44 PM

como num vulcão de palavras, em que a explosão nos pode levar à concordância de existir..*

Afixado por: Guida em maio 24, 2005 09:01 PM

Voltei para visitá-lo. Vim uma vez aqui e gostei bastante dos textos. Infelizmente, andava afastada do mundo dos blogs, mas há tanta coisa boa para ver, que ando cavando um tempo, desesperadamente.

Afixado por: Graças em maio 28, 2005 04:01 PM