
Conhecem alguma sombra, por detrás daquela palavra, que impeça o silêncio, o forte clamor da liberdade?
Impossível, encontrei-a nos meus pulsos, dizia-se de “poesia” e era de uma voz pura, ingénua vadia
só procurava um lar.
Publicado por constalves em maio 31, 2005 12:03 AM
Mestre Constan. Lembrei-me :
São como um cristal, as palavras. Algumas, um punhal, um incêndio. Outras, orvalho apenas. Secretas vêm, cheias de memória. Inseguras navegam: barcos ou beijos, as águas estremecem. Desamparadas, inocentes, leves. Tecidas são de luz e são a noite. E mesmo pálidas verdes paraísos lembram ainda. Quem as escuta? Quem as recolhe, assim, cruéis, desfeitas, nas suas conchas puras? - AS PALAVRAS - Eugénio de Andrade.
Minha admiração pra Ti . Adoro-Te ler.
Abraços.
Afixado por: eduarda em junho 2, 2005 10:25 PM