maio 28, 2007

Vento

Não leves a minha saudade,

Não leves este frio que me aquece,

Não sejas esse vento leste,

Não enlouqueças os meus dias,

Desfaz-te da desgraça do teu sentido de tempo,

Infinito,

Essa cor assassina que não se detém.

Publicado por constalves em 10:44 PM | Comentários (2) | TrackBack

maio 16, 2007

Germinando

Do que se sabe começando?
Que se rebenta a pele em tempo,
Que se abrem as veias em verbo,
Que se faz húmus do sentimento.
E o mundo é o tormento,
Só se precisa de silêncio
E alguém traz o vento,
Faz-se raiz e o caule levantando.
Tudo automático, naturalmente germinando,
Mesmo que se não queira,
a alma fechando.

Publicado por constalves em 12:57 AM | Comentários (0) | TrackBack

maio 02, 2007

A última utopia

Deitar ao mar a última palavra,
Para que os peixes também saibam
Que o mar também teve outro lugar,
Entre o corpo e a alma,
Nos naufrágios e achados
De homem a compreender.

Nada mais restará à última palavra
que esse vital sermão aos peixes,

talvez seja a sua hora.

Publicado por constalves em 06:56 PM | Comentários (2) | TrackBack

tarde


Que colha a tarde neste lamento,

Nesta dor que a árvore sombreia no vento,

A saudade tão só

Como uma planta erguida no pó

Deste amor outrora raíz

E que agora é só tempo,

E a vontade alma sem país.

Publicado por constalves em 06:55 PM | Comentários (0) | TrackBack