dezembro 30, 2007

Ano novo


Ano a estrear, branco,
completamente direito, capaz.
Tempo, futuro aberto.
Estaleiro de novidade.
Que se abra também o peito,
com este limpo fermento à felicidade

Publicado por constalves em 11:47 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 28, 2007

Do luto eterno

Nada se abre,

parece tudo opaco

e fechado.

Parece tudo noite,

Das noites brancas sem luz,

Como o sonho fosse pedra.

O não haver é água,

Um mar indefinido

E frio.

Mas há melodia,

Uma melopeia de dores,

Que encanta a vida,

Desaba-se.

Só a memória arde

Na saudade,

E sobe-se o íngreme da felicidade,

Como um monte sem cume.

Publicado por constalves em 01:25 PM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 23, 2007

ausência

imagina um pedido sem boca,
a promessa sem verbo,
o sonhador sem sono.

Como o nada sem fundo,

só imaginando, o resto é dor.

Publicado por constalves em 03:59 AM | Comentários (0) | TrackBack

essa sombra


Em toda a cidade está essa sombra,
em cada braço, tatuada no corpo,
nas palavras, qualquer nada,
onde há luz, onde houver o que houve,
o que se fez.
estarei deitado, quando te mostrares,
estarei fingindo palavras, prostrado.

esmagado, já não sendo.
o tempo sem luz.

Publicado por constalves em 03:07 AM | Comentários (0) | TrackBack

dezembro 20, 2007

Bom Natal!


Bom natal, desse, dos nascimentos
e de alegria.
desse, da memória e da saudade eterna.
da justiça e da liberdade,
da que faz brotar pinheiros vivos
da semente dormente.

E que de tudo isso se dissemine e se faça fartura
para entupir a desgraça!

Publicado por constalves em 06:19 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 17, 2007

23:07

as palavras, onde pus as palavras,
onde estão os gritos, as lágrimas,
quem sabe das memórias, do norte em casa,
aquieta-se na noite e não se sabe das glórias,
escreve-se e não se abre a alma,
dorme-se sem lareira, aborranha-se de terror,
do vazio,
que é esta vitória
de ficar sem nada.
que horas,
23:07, uma hora qualquer, na minha história.


Publicado por constalves em 11:23 PM | Comentários (1) | TrackBack

dezembro 07, 2007

Da solidão


Faz-se desta árvore nua
Uma lua cheia,
Porque as palavras atraídas do vazio,
Enchem-se da luz potente da solidão.

E de tanta palavra, como não encher o peito?

Publicado por constalves em 01:15 PM | Comentários (0) | TrackBack