"ao que se sabe, a Terra, é um corpo esférico no Espaço,
limitada na sua matéria, até agora, esgotável de felicidade.
alguém tem feito "bem" o seu trabalho. alguém continua sonhando
de um mundo feito para a sua medida. e nós, eternos consumidores
de pesadelos, continuaremos ferverosos incautos?"
Vejam o video, parece que alguém está a acordar!
Ai, os vivos, com aquela irritação, o sangue,
a desperdiçarem tempo,
a fazerem de conta, como imortais emprestados.
a amarem como sílabas fundidas em palavras,
a usarem verve, aquela coisa nojenta, o sentimento,
e outros alugueres, o corpo.
a alma também a querem, paradoxo,
deve ser maladia da existência, a temerem,
a vociferarem sem saberem,
raios os partam de tanto tentarem,
não lhe chegava a voz, ai que dor de cotovelo,
pranto e desvelo, quase choro,
sobretudo inquietante, este desejo
de serem, e os piores,
aqueles gatos pretos, empunhando os santos instrumentos,
a quererem do nada, poiesis,
que mais querem, que ande nua?
um recado para hoje,
ponham os dentes, já não servem palavras,
é necessário toda a gente omnívora
para devorar a manhã,
fez-se de lâminas cheias, opondo-se
a qualquer verbo para nascer a luz.
Usem as lanternas, armem-se de hinos.
ou...riem-se...
a sensação que tenho é que esta encenação
de intempérie é um "fait divers"
para nos roubaram a prata,
aquela que guardamos do silex longínquo
e que praticamos,
nos inícios, ao romper da madrugada.
tal arrogância no trovejar...
P.S. Se for mais uma charada, desliguem os alertas, reservem mesa no restaurante,
até lá, não precisamos de ser nós.
a noite, porta translúcida onde não passam as sombras,
são vultos que me rodeiam, ardilosamente cobertos por palavras,
nascem dos exremos da noite, caminham penetrantes
na minha direcção, eu sei que só sabem esse caminho,
eu inventei a árvore concêntrica e essas esferas arpejam por gravidade.
Não quero hoje ouvir silêncios Miguel, a Sara vela no sorriso e não pode haver vento.
as árvores concêntricas não podem ter vento, fui eu que as inventei e eu sou cabelo
solto, não posso redigir tais imprudências.
Podemos no entanto telefonar a outro poeta, culpá-lo de uma criação medonha,
de vultos, ou do vento ou dessa origem sem sombras solares,
aquela culpa, a noite.
5 da madrugada,
há um nenúfar que tenta perfurar a água da madrugada,
não encontra ainda a luz,
é só vontade da manhã,
a água, na seu estado eterno desliza no murmúrio
da matriz.
É neste Acto que me rompo de palavras
e procuro o extremo sonho do céu.
Não há maior equilibrio Matemático,
embora ainda não se tenha encontrado a equação.
Pode subscrever o grupo de produção poética "Casa da Poesia"
enviando email para este endereço casadapoesia-subscribe@yahoogrupos.com.br
Casa da Poesia é rigorosamente poesia, só é permitido publicação de poemas e críticas poéticas.
a casa da poesia é um luar presente,
reflexo de um sol distante, feito
entre palavras erigidas no corpo flamante da voz,
entre as cordas do dia,
na floresta do tempo,
entre os ácidos da vida, de dentro da bonomia
das sensações.
Não a duplicamos, expoenciamo-na
renascendo
em cada acto,
é ela o ventre
da matriz
que expelimos em verbo,
não só o poema, o refluxo das nossas sombras,
abertas nessa luz que tecemos
e não encontramos autor,
mas julgamos ser qualquer coisa certa,
embora inteiramente indefinível.
Ainda há bocado aconteceu-me,
ficar do lado de lá, entrava-se por uma porta
de fora, para nenhure, não havia qualquer som,
veio-me a baila o meu filho Miguel,
também por onde ele teria entrado, mas não,
nem sequer um silêncio, nem sequer um titulo, epitáfio.
o absurdo não era, por não haver diálogo, nem reflexão.
Podia ser nada, ou doença, cafeína elitizada, nada de real,
pois havia palavras, signos não são coisas palpáveis. o que era,
o dia que não estava, como uma estória,
sem heróis, um poema dolente que se arrastava,
fazia gato sapato do tempo,
mostrava
que mesmo fraco
ainda ria da gente.
Foi uma noite excelente para mim, tudo correu muito bem. A Mercília Francisco fez uma apresentação com muita qualidade e está de parabéns. O meu obrigado, amiga.
O Daniel Bernardes, um jovem compositor e executante de piano, música Jazz, fez uma performance de grande qualidade e sensibilidade.
Agradeço também ao Pedro Oliveira e Vitória Condesso a disponibilidade do espaço do café teatro Recreio dos Artistas, um espaço leiriense de cultura alternativa.
Quero também agradecer publicamente ao Jorge Castelo Branco e à Edium Editores a oportunidade que me deramda publicação da minha primeira obra poética.
Por último, uma palavra para os leitores de Diário Poético, que foram elemento e factor essencial na construção deste livro. A todos o meu muito obrigado.
Quem pretender adquirir a obra deve dirigir o pedido a ediumeditores@gmail.com
do alto desta página,
tudo parece que depende de uma palavra.
na verdade não é assim.
Contudo eu não modificarei essa perspectiva
neste mundo de multidão, de signos, de gestos,
a minha palavra balbuciada é a solidão,
só tem um senão,
é de côr, voa livre, arde ininterrupta em combustão.
Quem quiser adquirir este livro, da minha autoria, deve enviar os seus dados pessoais para ediumreservas@gmail.com . Se o fizer já, no periodo de pré-reserva terá um desconto de 10% no preço de capa: 9,5 euros. O pagamento será feito à cobrança. Não pagará portes a partir de encomendas de 3 exemplares.
Porque a vida não pára, os projectos também não.
Criei um blog novo de poemas meus a que chamei
"Glossário de Fotopoesia" . É um projecto a longo prazo que, como o nome o indica é um exercício poético na forma de glossário. Os pontos de partida de criação poética são os conceitos escolhidos por mim na ordem alfabética e em fotos extraídas da internet alusivas a essas expressões (vou tentar não desrespeitar o copywright, aproveitando imagens sem autoria confirmada, de qualquer forma não tenho intenções comerciais nem muito menos de adulterar a autoria, que desde já declaro que não tenho qualquer foto no blog de que seja autor).
Vão até lá pelo link acima, já lá tenho 16 poemas.
Já agora, obrigado pelas vossas visitas, neste momento este blog é o blog de poesia mais visitado deste servidor, estamos quase nas 500.000 visitas.
Muitos que me Lêem, não têm comentado, eu gostava que fosse diferente, que escrevessem sobre o que acham dos poemas, é um feedback importante, de qualquer forma pressinto-vos as vossas críticas, têm feito boa companhia.
A propósito vou lançar o meu primeiro livro de poesia "Gravado no tempo", já nodia 12 de Abril em Leiria.
Mas já irei publicar a notícia noutra entrada. Até já!
Constantino Alves
acrofobia= medo mórbido das alturas
Confesso a vertigem,
apesar da vida plana que levo.
É que este andar direito é um voo picado
no fim.
A acrofobia é um nome simpático
para uma sina tão inclemente.
Constantino Alves