do frio que faz tu és a maior parte,
pela tua ausência também o dia tem menos luz,
a noite é sofridamente clara
e o tempo bate-nos na cara,
pior saudade não há.

Citius, altius, fortius
gostamos dos nossos atletas Olímpicos,
mais rápidos que nós, mais alto que nós, mais fortes que nós,
nas suas tentativas bem sucedidas, nas suas decepções,
estamos verdes e vermelhos nos rostos dessa glória,
de ter tentado tudo por nós.
(obrigado por terem levado a nossa alma ao mundo)
América, de que desconheço o perfume
da sua terra,
chegam-me
apenas cores
(castanhas e verdes)
que escrevem o paraíso.
E um inferno impossível de domar,
parece
exercer um fascínio de sobreviver.
Ou
América, é mais que um paradoxo,
uma autêntica revolução.
(viajante das autoestradas, terminologia utilizada pela Associação Quercus)
O autonauta vê uma luz,
simula um horizonte que não quer chegar,
ébrio no seu sofá ensaia
uma viagem,
falha, tenta outra vez,
com mais km,
com mais sonho,
com mais fim
a que nunca quer chegar,
passa mas não quer passar
quer ficar sempre atrás
da luz do horizonte que não vê.
dos sonhos se faz a manhã,
com monstros escondendo-se da luz,
despojos de lutas de titãs,
a nebelina, ainda indefenida pista diurna
promete a natureza outra vez.
irradia-nos um verbo impossível de saber...
já há fogo ascenso e todas as águas prontas a beber,
como o ínicio de um grande espectáculo,
falta acontecer.