Mesmo sem nada nos braços,
Nem essa ideia de novo,
Nem vintém nos bolsos,
Dê um passo, mesmo contra outro,
Um homem precisa de espaço,
E se esse coração já trepida,
Já o tempo se abre,
Cuidem-se os velhos trapos…
JUNTAMO-NOS TODOS,
no mesmo dia ,
abraçamo-nos,
damos presentes uns aos outros:
Às vezes, só trocas de olhares, vemo-nos.
Uma intersecção infinita de sentimento,
e tu, vagueias nessa elíptica
de calor,
a que chamo agora de Natal.
Uma flor que murcha,
Dói-lhe o vento que a abate,
O mesmo constante
que lhe fez prova noutro tempo,
da sua trémula frescura,
mesmo bela doente,
curvada, despenteada, sorridente…