
Talvez vá a Jerusalém, em qualquer vento.
Preciso de saber as orações do deserto, perceber o sangue
divergente, ver as árvores no silêncio seco dos gritos.
Há com certeza um segredo num verbo aramaico, ou antes de qualquer tora nas areias. Talvez seja só perceber o silêncio. Talvez seja derramar uma lágrima mas, há qualquer coisa ubíqua , qualquer razão num verso hebraico.
Talvez vá em qualquer silêncio até um templo perceber o tempo. Talvez seja só rasgar uma camisa, deitar o corpo no sol seco mas há qualquer coisa que eu aqui não sinto, qualquer palavra que faça vento e eu aqui não sinto.
grande constantino, excelentes poemas! espero que o diário poético continue a vibrar assim, por muitos e muitos anos.
abraços diários
Jorge
Parabéns por estes dois anos de poesia virtual.
Abraço.
Carlos