agosto 07, 2005

Quadro um de Agosto


possuo todas as estrelas, todos os cometas
desta Galáxia, esses átomos estão agora
prenhes de poesia, circularam pelo triângulo
equilátero do olhar, melancolia e voz . há uma supernova
num verbo que expande a vontade da existência, uma
árvore engolida no Outouno, uma prece diluída na
água da verdade, tudo experiências iniciáticas do sangue.
As estrelas estão cá para ficar, presas no impropério do tempo
engendrado por mim, procuram outro espaço, algures num seio,
na dobra de um ventre para fazerem outro diabólico segredo.

Põe-se a mesa com vontade, o queijo , o pão, a sopa. O vinho
jorrará noutra constelação de átomos, far-se-á o dia seguinte, como a fruta
saltando da flor.

O sol, não esperará, fará outra ilusão.

Publicado por constalves em agosto 7, 2005 09:03 PM
Comentários

..."O sol, não esperará, fará outra ilusão." - Outro dia, outra ilusão. Bem trabalhado este poema postado. Saudações, Maria do Céu.

Afixado por: Maria do Céu em agosto 8, 2005 12:55 AM
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?