setembro 11, 2005

UMA MANHÃ


as aves brancas atravessam o brilho

no metal da manhã bate a luz no espelho

a chávena chega com grãos de letras

uma bica é um quarto, sala, cozinha e wc ,
na minha cabeça a cartola.
uma língua uma palavra.
um aperto de mão, uma fragrância
uma sólida construção.

habitamos devagar os lugares marcados

como mapas terrestres onde o dia azul

faz-se tempo e avança os caminhos.

viajo até que o sol se esconda

na rua mais clara da cidade.

CONSTANTINO ALVES /JOSÉ GIL

Publicado por constalves em setembro 11, 2005 06:16 PM
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