setembro 11, 2005

POEMA DE DOMINGO



Ao Félix

o café desce com vergonha, a rua

negra e o alcatrão de açúcar

pigmentos do mesmo tipo

que a textura de domingo

passa a varina de verão

traz os peixes solares

água, prata, algodão

toda a páscoa a ressurreição

saem da cave metamorfoses

dos lugares onde a fruta

se encontra novamente

com a terra num elefante

que ninguém quer decifrar

todo o céu te espera

todo o mar farta o fim

todos somos o abraço que falta

todo o ar se abre na água

José Gil / Constantino Alves

Publicado por constalves em setembro 11, 2005 06:27 PM
Comentários
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?