
Esta casa tem o dom da poesia, dessa que se faz de folhas amarelecidas de plátano,
De ribeiros frescos, e de neblinas matinais. É um formidável polígono de um verbo lânguido
Procurando o orvalho , condensando a mais extensa palavra num tempo tão minúsculo
Como uma ideia, que se refresca num vento que se nomeia no sussurro da fala.
Tem portas para a saída mas, não se entra nela. È daqueles lugares que nos pertencem
que até agora só viviam nos outros. Autumnu, apesar de tudo uma palavra metálica.
É desse aço que não se fala no calendário.
Todos poderiam entrar mas, eu não deixo. Este é um ar de assinatura, que só eu poderei respirar