agosto 20, 2006

A palavra que aqui continua é o fim que é


Quando se morre novo não se morre,
fica-se nos outros como uma pele,
vive-se como um segredo aberto noutra voz,
nos olhos, no seu brilho, nas suas lágrimas.

não se sabe nada do corpo, quando se o perde.
dói como uma ferida, a morte,
mas não se sabe por onde se vai dessa forma.
ou porque se nasce, se faz o doer que somos.

jovem morto que se abre em verbo maior,
desvendando todo o mistério,
não há certamente firmamento
que se levante do sangue que o corpo é

A palavra que aqui continua é o fim que é


Constantino Mendes Alves

Publicado por constalves em agosto 20, 2006 12:55 AM
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