setembro 02, 2006

Dói-se


Dói-se de silêncio, dói-se da solidão sôfrega das estrelas.

Dói-se da terra áspera das palavras. Dói-se do fim constante e perpétuo.

Cada nome procura o verbo. Cada verso procura a espalda da existência.

Podem agora os livros abrirem-se, e o poeta cair noutra nascente

Publicado por constalves em setembro 2, 2006 12:26 PM
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