setembro 09, 2006

vento perdido

de repente aquele vento perdido,
como se os segredos voltassem assim tão perto.
os pirilampos, luzindo na noite, os pães do sábado à tarde,
o leite natado.
Faz quarenta anos de silêncio, esse vento tão querido!

à beira doutra vida, tão feia e tão esquecido.
Que se ponham as mantas nas pernas, que se lembre o tempo.
Que se faça agora o café, se troquem beijos, se lembre o perdido.

Nesse trôpego passo se abre outro prazer,
a memória subindo ao trono, a saudade o nosso servo.

Publicado por constalves em setembro 9, 2006 12:28 PM
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