setembro 27, 2006

explosão

não há palavras,
elas não podem estar lá,
na voz fechada.
Há outras coisas na língua,
um troar de verbos e silêncios.
coisas frescas e memórias, planícies vazas.
Promessas, juras.
Como um sepulcro em lava, magma.
um luto pesado é uma pedra, oficina
da alma.
o ritual iniciático, por todos...
...como irmãos,
pouco o nada interessa,
explosão!

Publicado por constalves em setembro 27, 2006 06:35 AM
Comentários

Gostei muito. O mesmo poderia dizer de tantas outras poesias do Diário Poético que são como que arracadas do fundo da alma.Parabéns.Continue a nos brindar com suas poesias.
Abraços
Fernando

Afixado por: Fernando em outubro 13, 2006 01:38 PM
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