
Começa agora a fazer frio,
a árvore outrora verde está crua, sem cor.
As minhas mãos, castanhas, da terra, lavrar
de onde arde a minha memória,
como na chama
que escava a lareira.
É o Inverno. De dentro, da vida.
De ti, tenho-te de palavras,
maiores saudades que das imagens.
De ti, que me empurra no frio, no aço
das cores, no nenhure do verbo.
Mas estás mais forte, maior,
como mais filho, mais amor,
e eu mais longe a ouvir.
Publicado por constalves em dezembro 16, 2006 04:16 AMOlá boa noite.
Celebra-se a época do Natal, que como tudo será rica e festiva para uns e a outros nem por isso, é com esses que o nosso pensamento tem que estar é a esses que desejamos o melhor de tudo, numa altura em que a ausência nos fere e entristece como nunca.
Um Feliz Natal.
João C. Santos