É difícil falar do Sol, talvez tu saibas o verbo,
Sou um ignorante da saudade,
só sei falar no Presente,
do Verão que tu abriste neste planeta
cinzento.
23 de Junho de 1988 gravado no meu coração,
Que fique na eternidade do poema o meu testemunho,
A tua vertical obediência à luz,
A vida que se escapa nos meus dedos,
O teu punho fechado latente. Mais que Verão,
Todo o tudo para sempre!