julho 21, 2007

A expansão da palavra

Como no Big Bang,
apenas uma ignição.

Uma centelha tremenda,
fazendo palavras de palavras,
corpo, alma, coração.

Calor que se perde nas telhas,
chama que arde em pavio.

Do eco se urdem as construções,
os homens juntam os verbos,
dos livros os sonhos estabelecem governos
muito para além do tempo.

Neste eterno efémero nos prendemos
aos barcos,

Pirogas que se estendem aos milhões
nos braços dos rios.

Do mar se sabe tudo,
que a falda da vela já voa há tanto.

Publicado por constalves em julho 21, 2007 02:28 AM | TrackBack
Comentários
Comente esta entrada









Lembrar-me da sua informação pessoal?