setembro 17, 2007

Os sobreviventes


Como numa corrida, quase no fim, cansados.
Quase como na vida, sobreviventes.
Já sem roupas ou palavras, já sem medo,
Sem dó, sem orgulho. Como dejectos, sobreviventes.
Sobre a vida, sob a morte, desprovidos de medo, corajosos.
Como uma revoada de pássaros das praças, já gastos como
As pedras da calçada. Envergonhados, mitigados dos que foram.
Sobreviventes, esfarrapados, entrapados em saudade,
Emulados em bandeiras, violados.
Os olhos vítreos de lágrimas,

De novo o dia, uma pulsão tão insonora com uma lente,
Para ver verdade em vida, como uma morte vencida.
Sobreviventes.

Publicado por constalves em setembro 17, 2007 10:32 PM | TrackBack
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