novembro 11, 2007

Vida nocturna das árvores


Imagino a vida nocturna das árvores,
Que saem como aves das raízes,
Voando almas, libertando-se da matéria.
Multiplicando deuses, exalando sonhos.
Voam livres de um canto contido,
Do que vêem do que ouvem do que sentem,
Dum saber infinito da espera, da testemunha.

Ou não sentem? Ou não vêem, ou não ouvem?
E o seu voo nocturno é uma metáfora
De um lamento,
Como eu no sofrimento.

Publicado por constalves em novembro 11, 2007 12:41 AM | TrackBack
Comentários

todos nós sentimos, grande amigo. e as árvores são como nós, também elas têm folhas a quem chamar filhos

um abraço forte
jorge

Afixado por: Jorge Vicente em novembro 13, 2007 03:28 PM
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