janeiro 01, 2008

poema

Vem como a noite,
fechando a luz,
insinua-se como uma mulher,
exalando mistério.
executa como um relógio,
pontual.

Veste-se da mais implacável traição,
a morte.

Conheço-te os passos, o teu odor de Inverno,
a tua fome de existência,

infeliz, nunca saberás este poema
que se faz da incerteza,
da nobreza do amor,
da vontade do sal e do vento na cara.
não sentirás nunca
esta palavra na boca

Será essa Matemática tão boa?

Publicado por constalves em janeiro 1, 2008 11:14 PM | TrackBack
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