a casa da poesia é um luar presente,
reflexo de um sol distante, feito
entre palavras erigidas no corpo flamante da voz,
entre as cordas do dia,
na floresta do tempo,
entre os ácidos da vida, de dentro da bonomia
das sensações.
Não a duplicamos, expoenciamo-na
renascendo
em cada acto,
é ela o ventre
da matriz
que expelimos em verbo,
não só o poema, o refluxo das nossas sombras,
abertas nessa luz que tecemos
e não encontramos autor,
mas julgamos ser qualquer coisa certa,
embora inteiramente indefinível.
Publicado por constalves em abril 17, 2008 11:31 PM