a noite, porta translúcida onde não passam as sombras,
são vultos que me rodeiam, ardilosamente cobertos por palavras,
nascem dos exremos da noite, caminham penetrantes
na minha direcção, eu sei que só sabem esse caminho,
eu inventei a árvore concêntrica e essas esferas arpejam por gravidade.
Não quero hoje ouvir silêncios Miguel, a Sara vela no sorriso e não pode haver vento.
as árvores concêntricas não podem ter vento, fui eu que as inventei e eu sou cabelo
solto, não posso redigir tais imprudências.
Podemos no entanto telefonar a outro poeta, culpá-lo de uma criação medonha,
de vultos, ou do vento ou dessa origem sem sombras solares,
aquela culpa, a noite.
Publicado por constalves em abril 18, 2008 11:27 PMOLá Constantino
Lendo seu poema " a noite" tive o sentimento de que um guerilheiro anda sobre as palavras, tensionando os sonhos noturno.
bjs
Tereza