fevereiro 08, 2009

poema da abstenção

não voto mais no milionário rico,
no que não reparte
e parte
a riqueza do que fazemos e pensamos,
do que somos.
não, não voto mais na divisão,
que rouba a multiplicação.
não, não voto no pó do pobre
não, não voto.
não, não voto na Europa desesperada interessada,
no milionário rico
na social democracia
na subtracção da criação,
na infeita justiça,
ne, ni, nem,
na promessa da adição comunista fascista,
na desigreja autista
não quero miséria,
nem idiotice minha,
não , não voto em mim,
não voto no egoísta, mesmo vizinho,
este ano não,
para quê?
nada...
não me desloco
só vou pensar em mim e no outro.

Publicado por constalves em fevereiro 8, 2009 06:25 PM
Comentários