o teu sorriso,
abre Roma como uma luz,
o teu bronze gira na rua solta,
em gente ávida de circo,
o spetaccolo da alegria,
da fome de país,
em arcos de triunfo
do mar e terra,
as flores correm na fonte de Trevi,
fazendo uma saudade
que terei de carregar para amanhã, Piazza Navona,
Via di Corso, Flaminia, Piazza di Poppo,
tudo no teu rosto,
nas minhas mãos os teus seios de mármore,
todas as donas di Roma,
tudo como a lei de Roma,
a tua alma o meu voo,
para uma Ibéria que ainda não sabe que o império continua,
o meu amor que ganho agora
vai incendiar Lisboa,
A Europa,
como naquele sonho louco de Júpiter,
um mundo unido
por gente,
iluminado por este devaneio imperativo,
tu, como um escuro brilhante,
nova Stella do Sul.